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outubro 11, 2026

Pró-governo diz que PL apagou arte de Flávio após referência a Mussolini vir à tona

As reportagens veem na peça eleitoral uma clara referência visual à propaganda fascista italiana, mas a falta de resposta do PL deixa sem explicação a origem da montagem e a intenção de quem a publicou.

Duas reportagens apontam que o canal oficial do PL no WhatsApp publicou, na quinta-feira (8), uma montagem de Flávio Bolsonaro inspirada na linguagem visual de uma propaganda do regime de Benito Mussolini. A imagem, posteriormente apagada, mostrava o rosto do senador em preto e branco, cercado pela expressão “Tropa do Flávio”.

A comparação remete ao Palazzo Braschi, então sede da Federação Fascista em Roma. Em 1934, a fachada do edifício foi coberta por uma composição que colocava o rosto de Mussolini no centro e repetia ao redor a palavra “Sì” — “sim”, em italiano — durante um plebiscito realizado sem competição eleitoral efetiva.

Na versão divulgada pelo partido, a repetição de “Tropa do Flávio” cumpria outra função imediata: convidar apoiadores para um grupo destinado a ajudar na campanha presidencial. Segundo uma das reportagens, o canal oficial do PL reunia 22 mil participantes, enquanto “A Tropa do Flávio” tinha mais de 250 mil integrantes.

O contraste está entre a finalidade eleitoral contemporânea e a referência histórica identificada na composição. As duas peças centralizam o rosto de uma liderança política e multiplicam palavras ao fundo, mas as reportagens não apresentam prova de que a reprodução dessa estética tenha sido deliberada.

A exclusão da postagem acrescentou combustível à controvérsia, sem encerrar a principal dúvida. Capturas de tela preservaram o material, porém não há informação confirmada sobre quem criou a arte ou autorizou sua publicação. Procurado, o PL não respondeu até a divulgação das reportagens. Assim, a leitura de que houve referência a Mussolini está sustentada pela semelhança visual; a intenção por trás dela permanece sem esclarecimento.