História
julho 25, 2026

Pró-governo diz que Autuori chega para corrigir a rota do Fortaleza

O Fortaleza anunciou a contratação de Paulo Autuori como seu novo treinador, um dia após a demissão de Thiago Carpini. Autuori, com uma carreira vitoriosa, assume a equipe com contrato até o final de 2026.

A troca foi rápida, mas o recado do Fortaleza parece ainda mais veloz: o clube demitiu Thiago Carpini e, no dia seguinte, entregou o comando a Paulo Autuori. A aposta é clara — recorrer a um técnico cascudo para empurrar um time competitivo, porém irregular, de vez para a briga pelo acesso.

Na leitura dominante das reportagens, a mudança combina urgência e ambição. De um lado, Carpini deixa um trabalho sem desastre evidente: foi campeão cearense de forma invicta, levou o time à final da Copa do Nordeste e às oitavas da Copa do Brasil. De outro, o 5º lugar na Série B, com rendimento abaixo da campanha de 2018 no primeiro turno, pesou como sinal de que o elenco podia entregar mais.

É aí que entra o contraste central. Carpini saiu com resultados defensáveis no copo meio cheio, mas sob a sombra de uma equipe considerada apática e aquém da expectativa no campeonato nacional. Autuori chega justamente como antídoto para isso: experiência, currículo e um nome com peso simbólico para um clube que quer transformar competitividade em arrancada. Aos 69 anos, ele assume com contrato até o fim de 2026 e a missão explícita de melhorar o rendimento para aproximar o Fortaleza das vagas diretas de acesso.

O pacote vendido pelo clube é o de estabilidade por meio da bagagem. Autuori traz quase quatro décadas de carreira, títulos de Libertadores por Cruzeiro e São Paulo e um Mundial de Clubes em 2005, além de passagens marcantes por Botafogo e pelo futebol peruano. A mensagem é simples: o Fortaleza trocou a continuidade por autoridade.

No curto prazo, porém, o discurso terá de sobreviver ao calendário. O returno da Série B começa já contra o Botafogo-SP, e a Copa do Brasil reserva o Palmeiras logo adiante. Para um time que ainda se vê no pelotão de frente, Autuori não chega para reconstruir — chega para acelerar.