História
julho 25, 2026
Oposição diz que morte de colunista expõe amizade tóxica, álcool e versões em conflito
O colunista social Delson Carlos Barros foi encontrado morto com golpes de faca em seu apartamento em Goiânia. A principal suspeita do crime é a proprietária do imóvel, que teria agido após uma discussão durante o consumo de bebidas alcoólicas.
A morte do colunista social Delson Carlos Barros, em Goiânia, reúne ingredientes de tragédia íntima e caso policial barulhento. O que emerge até aqui é um enredo de convivência próxima, álcool, desentendimento e uma sucessão de versões ainda incompletas.
Na leitura dos relatos reunidos pela oposição, há convergência sobre o essencial: Delson foi morto a facadas dentro do apartamento onde vivia, no Setor Bueno, após uma discussão ocorrida durante consumo de bebidas alcoólicas.1 Também há acordo sobre o peso público da vítima, descrita como nome conhecido do colunismo social goiano, com atuação no Diário de Aparecida, na Revista Class e forte presença nas redes.2
Mas os detalhes mudam — e mudam bastante. Uma versão sustenta que a proprietária do imóvel, amiga antiga de Delson, teria reagido a uma briga num contexto de bebedeira, com possível pano de fundo de atritos por aluguel e condomínio, embora isso apareça como informação não confirmada.2 Outra vai além e afirma que, no auge do desentendimento, Delson teria ferido a companheira da proprietária no ombro, levando a advogada Renata Oliveira a reagir com “inúmeros golpes de faca”.3
A diferença não é trivial. Numa narrativa, o caso é apresentado como desfecho brutal de uma amizade deteriorada; na outra, surge um elemento de reação imediata em defesa de terceiros. Em comum, as duas leituras apontam para um ambiente de escalada rápida, sem qualquer controle.13
O episódio ainda terminou em nova cena de tensão: após o homicídio, a suspeita teria se trancado no imóvel, ameaçado se jogar do prédio e sido contida pelo BOPE depois de uma operação tática.3 Por enquanto, o caso avança cercado menos por certezas do que por camadas de relato — e por uma pergunta central que a investigação terá de responder: foi um ataque repentino ou uma reação em meio ao caos?