Lula recupera fôlego nas pesquisas, mas continua preso a um empate sufocante com Flávio Bolsonaro para 2026. A fotografia da Quaest mostra um presidente em leve ascensão, porém ainda governando um país dividido e desconfiado.

De um lado, a imprensa governista celebra o “respiro”. Para a CartaCapital, a “nova pesquisa Quaest mostra recuperação de fôlego do governo Lula”. O G1 destaca que no 2º turno Lula tem 42% contra 41% de Flávio, empate técnico mas com o petista de novo numericamente à frente. O UOL fala em virada de tendência: “Aprovação de Lula sobe 3 pontos e reverte tendência de queda”, enquanto o Valor registra que a desaprovação recuou para 49% e a aprovação subiu para 46%. Brasil 247 enxerga cenário ainda mais cor-de-rosa: Lula consolidaria liderança no 1º turno (39% a 33%) e teria “vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno”, reforçada por melhora econômica, avanço entre mais pobres e independentes e até recuperação na classe média. A diplomacia também entra na conta: a reunião com Trump teria fortalecido politicamente Lula, com maioria vendo o encontro como bom para o Brasil e o presidente como líder capaz de dialogar com o mundo, amigável e bem avaliado pela maioria.

Do outro lado, a oposição olha o mesmo número e vê copo meio vazio. A Gazeta do Povo registra que a “desaprovação a Lula estabiliza […] mas ainda supera aprovação” e lembra que a rejeição segue maior que o apoio. Revista Oeste crava que a “rejeição a Lula chega a 39% e supera avaliação positiva”, e outro texto enfatiza que Lula e Flávio seguem empatados, com a Quaest mostrando os dois colados no 2º turno. No seu noticiário eleitoral, o jornal reforça o cenário travado. A mesma Oeste aponta que quase 70% percebem alta no preço dos alimentos, um freio objetivo para qualquer otimismo econômico. A Gazeta também apresenta a pesquisa de intenção de voto sem verniz, destacando só a disputa crua.

Na imprensa de centro-esquerda, a Revista Fórum prefere enquadrar o momento como virada em construção: diz que Lula “volta a ficar na frente de Flávio Bolsonaro” com 42% a 41% no 2º turno, celebra que “cresce aprovação e cai desaprovação ao governo Lula” e sustenta que o presidente volta a superar o rival após o Caso Master, o encontro com Trump e o Desenrola 2.0. Outro texto crava que a nova Quaest mostra a disputa “acirradíssima” e que Ciro Nogueira, investigado no escândalo do Banco Master, cola desgaste em Flávio e turbina Lula entre independentes. A mesma revista lembra ainda que a operação contra Ciro é percebida como parte de um “desgaste generalizado” que atinge governo Lula, bolsonarismo, STF, Congresso e Banco Central ao mesmo tempo.

O retrato mais frio está nos números consolidados: G1 mostra Lula com 39% e Flávio com 33% no 1º turno, somando 72% de polarização; CartaCapital fala em “novos números da Quaest” com leve oscilação pró-Lula, mas sempre dentro da margem. O Brasil 247 resume em tom de torcida: “Quaest põe Lula à frente de Flávio Bolsonaro nos dois turnos”. Já o Jornal da Cidade Online, alinhado ao bolsonarismo, insiste que a disputa entre Flávio e Lula “continua acirradíssima”.

Entre narrativa de recuperação e alerta de fragilidade, uma convergência: ninguém vê jogo resolvido. A mesma pesquisa que anima o Planalto lembra que, a cinco meses da eleição, Lula segue dependendo de cada ponto na margem de erro.

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