Lula abre vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro, mas continua preso na camisa de força do “empate técnico”. A nova pesquisa Genial/Quaest virou munição para governo e oposição, cada lado escolhendo o recorte que mais favorece sua narrativa.
De um lado, aliados do Planalto vendem clima de recuperação. Destacam que Lula lidera no 1º turno, com 39%, contra 33% de Flávio Bolsonaro, num cenário em que “Lula oscila para cima e tem 42% contra 41% de Flávio no 2º turno”. Reforçam ainda a guinada na avaliação do governo: a aprovação sobe três pontos, para 46%, revertendo a curva de queda desde janeiro. Para essa ala, a pesquisa confirma “os novos números da Quaest na disputa pela presidência” e um Lula competitivo contra qualquer adversário testado, vencendo Caiado, Zema e Renan Santos em cenários de segundo turno.
Do outro lado, a oposição lê o mesmo levantamento como produto de uma conjuntura explosiva. Atribui a vantagem de Lula menos a força própria e mais ao desgaste bolsonarista. A Fórum ressalta que “Lula volta a superar Flávio Bolsonaro após escândalo do Master, Trump e Desenrola 2”, ligando a oscilação às operações da PF contra Ciro Nogueira, ao encontro de Lula com Trump e ao impacto político do programa de renegociação de dívidas. Outra análise sublinha que a “Nova Quaest mostra disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em meio a semana decisiva para 2026”, com o bolsonarismo acuado pelo caso Banco Master e o Planalto tentando reconquistar classes C e D com medidas como a revogação da “taxa das blusinhas”.
Em comum, ambos os campos admitem: o jogo está aberto, a diferença está dentro da margem de erro, e o 42% a 41% mais parece trailer de um duelo longo do que retrato definitivo de 2026.