Opposition
Sergio Moro tem 5 dias para se defender de acusação de calúnia contra Gilmar Mendes
Após Primeira Turma rejeitar recursos, ministra do Supremo determina citação do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro
há 5 dias
Cármen Lúcia colocou Sergio Moro no relógio: o ex-juiz da Lava Jato e hoje senador tem apenas cinco dias para se explicar às cortes que já comandou, agora na pele de réu por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.
Em todas as versões, o núcleo é o mesmo: a ministra do STF abriu prazo de cinco dias para Moro apresentar defesa prévia na ação penal em que é acusado de caluniar Gilmar Mendes ao insinuar que o ministro “vende habeas corpus” em um vídeo de festa junina. A Primeira Turma do STF já havia rejeitado recurso do senador e mantido a decisão que o tornou réu.
Na imprensa alinhada à oposição, o enquadramento ressalta o choque entre Moro e o STF, destacando que ele passou “à condição de réu” após denúncia da PGR, que o acusa de calúnia por insinuar que Gilmar Mendes “vende habeas corpus”. A narrativa enfatiza que a defesa do senador contesta a competência do Supremo e afirma que o caso não deveria tramitar na Corte. O tom é de disputa institucional e de questionamento sobre até onde vai a liberdade de crítica política.
Outro veículo oposicionista resume o gancho em manchete direta: “Sergio Moro tem 5 dias para se defender de acusação de calúnia contra Gilmar Mendes”.
Do lado governista, o foco é o conteúdo da fala e o enquadramento jurídico. Destaca-se que, para a PGR, Moro “com livre vontade e consciência, caluniou o ministro Gilmar Mendes, imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva”. A lembrança do contexto – a piada na festa junina, com a frase: “Não, isso é fiança. Instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes” – serve para sustentar que a “brincadeira” cruzou a linha penal.
Ao mesmo tempo, registra-se a versão da defesa de Moro, que afirma que ele sempre manteve respeito ao STF, “jamais agiu com intenção de ofender ninguém” e repudia uma denúncia “açodada” e “sem base”.
No fim, todos concordam em algo: o próximo capítulo dessa queda de braço será escrito nos próximos cinco dias.