Government-aligned
Ctrl+Z: ONG de ex-chefe da Meta recebe denúncias de abusos de big techs
Ctrl+Z é a sequência no teclado que desfaz uma ação no sistema operacional Windows e também o nome de uma ONG que quer "enfrentar as big techs".
há 8 dias
Uma ex-executiva da Meta resolveu fazer o que muitos governos ainda tateiam: criar um canal direto para responsabilizar as big techs. A CTRL+Z nasce prometendo ser o “desfazer” dos abusos digitais, mas também levanta a pergunta óbvia: quem vigia os vigilantes?
A ONG é liderada por Daniela da Silva Scapin, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, que deixou a Meta em protesto após o fim de programas de diversidade, integridade e checagem de fatos. A organização se define como uma iniciativa para “enfrentar as big techs”, recebendo denúncias de abusos e irregularidades cometidos por gigantes como Meta, Google e outras.
Na prática, a CTRL+Z oferece apoio jurídico gratuito a usuários que relatam bloqueio de contas, vazamento de dados e perfis falsos, entre outros problemas. Também abre um canal de denúncias anônimas de funcionários, o #VazaBigTech, para whistleblowers que queiram expor práticas internas ainda desconhecidas do público.
Na cobertura mais alinhada ao discurso regulatório do governo, a CTRL+Z aparece como peça de um novo ecossistema de controle privado das plataformas. A ONG promete articular pessoas e instituições contra as big techs, reunindo vítimas para organizar ações coletivas e disputas judiciais.
Em entrevista, Daniela resume o objetivo como criar uma “cultura de responsabilização das big techs”, apoiada por uma rede de escritórios de advocacia interessados em atuar nos casos.
Semelhanças:
Diferenças:
Em comum, porém, ambas convergem numa mensagem: se as big techs mandam no espaço digital brasileiro, a CTRL+Z quer, pelo menos, estragar a festa.