Julián Fuks: Um homem diante de seu país: sobre os traços de caráter de um argentino
De que se faz a relação de um homem com seu país, com a terra que alguém disse que era a sua? Que gravidade o atrai àquele chão, à água, ao ar, à língua? Que estranhos hábitos coletivos se acomodam em seu corpo, tomam sua personalidade, tornam-se traços distintivos, insuspeitas partes de sua identidade? A pátria, que nada importa, tem no entanto um apelo que não se explica, convoca, interpela, grita, de mil maneiras se faz ouvir.