economy
abril 6, 2026
O experimento Milei: números, custos sociais e o espelho brasileiro
A experiência recente da Argentina sob o governo de Javier Milei tornou-se, ao mesmo tempo, um laboratório econômico e um campo de disputa narrativa. Seus defensores apontam para indicadores macroeconômicos que melhoraram de forma rápida; seus críticos, para o custo social elevado e para a fragilidade dessa estabilização. O problema é que ambas as leituras, quando isoladas, simplificam um processo muito mais complexo — e profundamente político.

TL;DR
- Indicadores macroeconômicos na Argentina, como inflação e superávit fiscal, melhoraram sob o governo Milei.
- A queda da inflação e o superávit fiscal foram alcançados por meio de um ajuste recessivo, com corte de gastos públicos e retração econômica.
- A melhoria nos números da pobreza exige cautela, com relatos de piora nas condições de vida de parte da população.
- A desaprovação popular do governo Milei é alta, indicando um descompasso entre indicadores e experiência social.
- O alinhamento geopolítico argentino com os EUA difere da estratégia diversificada do Brasil, com implicações para a dependência externa.
- O modelo argentino contrasta com o brasileiro, que busca equilibrar estabilidade macroeconômica com inclusão social e um papel multipolar no cenário global.
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