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abril 20, 2026

Conheça adeptas do ‘nolt’, movimento que prega a revolução da velhice

Aos 69 anos, a vida da piauiense Ana Gomes não tem nada de trivial. Nascida em uma família simples, ela contrariou o destino das mulheres ao seu redor: atividades manuais, como bordado e costura, cuidados com a casa e o marido. Formada em Educação Física, aposentou-se cedo, aos 50, e não aceitou o fim da vida profissional. Na mesma época, iniciou uma nova graduação, no curso de Direito, trabalhou na área até 2021 e, desde então, desafia-se constantemente. “Sempre fui competitiva. Estou em um grupo de jogos de tabuleiro e estudo muito para participar dos encontros. Também faço maratonas de corridas e, hoje, minha principal atividade é ser trilheira. Subo um morro correndo, pulo de um penhasco até o riacho. Quanto mais difícil, melhor”, diz ela. O maior problema, Ana faz graça, é coordenar a idade física e a mental. “Dizem que as coisas que gosto não são para idosos. Às vezes, minha filha me chama a atenção, mas sou capaz de fazer tudo o que quiser. Danço forró, toco violão. Construí a velhice que queria.”

Conheça adeptas do ‘nolt’, movimento que prega a revolução da velhice

TL;DR

  • O movimento 'Nolt' redefine a maturidade para mulheres acima de 60 anos no Brasil.
  • Mulheres inspiradas pelo Nolt mudam de carreira, praticam esportes radicais e desafiam normas sociais.
  • Exemplos incluem Ana Gomes, que pratica corridas e trilhas aos 69 anos, e Marilene Ramos, que mudou de carreira e se dedica à corrida.
  • O fenômeno Nolt ganha força diante da projeção de aumento da população idosa no Brasil.
  • Especialistas alertam que a capacidade de viver esse estilo de vida transformador está ligada à desigualdade social.