politics
abril 19, 2026
Flávio Gordon: 'A narcocultura como empoderamento feminino: a imaginação perversa dos teledramaturgos da Globo'
Antropólogo. Autor do livro "A Corrupção da Inteligência". Colunista da Revista Oeste e da Gazeta do Povo.

TL;DR
- A novela da Globo introduz a personagem Lucélia, uma traficante, como um exemplo de empoderamento feminino.
- A trama se baseia em uma tese feminista filomarxista que interpreta a história como uma luta de sexos, com mulheres oprimidas e homens opressores.
- A emissora mistura o feminismo com a narcocultura, retratando o tráfico de drogas com uma estética romantizada e quase redentora.
- A representação ignora a realidade brutal enfrentada por mulheres no mundo do crime, como humilhação, coerção e morte.
- A crítica aponta que a novela promove uma "maquiagem moral", transformando criminosos em personagens trágicos e heroínas de si mesmas.
- Essa abordagem é vista como uma forma de pedagogia sentimental perversa, contribuindo para a anestesia da consciência moral e servindo a um projeto niilista de engenharia social.
Continue lendo o artigo original