economy
abril 6, 2026
Os justos pagam pelos pecadores
Embora o Banco Central considere não haver riscos iminentes capazes de comprometer a solidez do Sistema Financeiro Nacional (SFN), o último Relatório de Estabilidade Financeira (REF) e a Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF) identificam diversos fatores de risco que demandam monitoramento contínuo.Os primeiros se referem a riscos fiscais e macroeconômicos. A sustentabilidade fiscal é o risco mais citado pelas instituições financeiras como o mais importante, em função do mito ideológico de risco de inadimplência do Tesouro Nacional em relação aos seus títulos de dívida pública em moeda nacional.

TL;DR
- Riscos fiscais e macroeconômicos, como a sustentabilidade fiscal, são as principais preocupações das instituições financeiras.
- O risco de taxa de juros afeta o valor econômico do patrimônio e a margem financeira das instituições.
- O endividamento e o comprometimento de renda das famílias atingem patamares historicamente elevados, impulsionados por modalidades de crédito de juros altos.
- Empresas enfrentam alto custo de endividamento e alavancagem elevada, pressionando seus balanços em um cenário de atividade econômica fraca.
- Riscos tecnológicos e cibernéticos, incluindo ataques sofisticados e fraudes eletrônicas, crescem com a digitalização do sistema financeiro.
- Eventos climáticos extremos, como o fenômeno El Niño, podem gerar perdas significativas para instituições financeiras expostas a setores como o crédito rural.
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