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abril 18, 2026
A polícia que mata antes de aprender a conter: formação, subcultura e violência
A legislação brasileira não é omissa. A Constituição Federal de 1988 atribuiu às polícias militares a função de policiamento ostensivo e preservação da ordem

TL;DR
- Dois casos recentes em São Paulo, um envolvendo a morte de um entregador por um guarda civil com histórico criminal e outro de uma jovem por uma policial recém-formada, geram protestos e investigações.
- A formação de policiais militares no Brasil é criticada pela baixa carga horária dedicada aos Direitos Humanos e pelo foco excessivo em aspectos tecnicistas e operacionais.
- A "subcultura policial" informal, aprendida no dia a dia, muitas vezes dita comportamentos violentos e discriminatórios contra populações vulneráveis, sendo ignorada pela instituição.
- Jovens e negros são as maiores vítimas de intervenções policiais com resultado morte, com a violência letal sendo em parte uma ação do próprio Estado.
- A pouca experiência de policiais recém-formados, como no caso de Thawanna, e a ausência de equipamentos como câmeras corporais em alguns casos, agravam a situação.
- A estrutura militar das polícias contribui para um treinamento voltado à obediência, contrastando com a necessidade de decisões individuais, rápidas e proporcionais no policiamento urbano.
- O modelo de formação híbrida e tática, com simulações de abordagem e controle de crises, não é obrigatório nem universal em todos os estados brasileiros.
- Sugestões para mudança incluem ampliação da carga horária de Direitos Humanos, uso universal de câmeras corporais, responsabilização efetiva e políticas de saúde mental para policiais.
- A ausência de câmeras corporais em policiais recém-formados foi considerada irregularidade, mas a câmera do parceiro captou imagens cruciais no caso de Thawanna.
- O caso de Thawanna, uma mulher negra e moradora de periferia, exemplifica a precisão estatística com que vítimas se encaixam no perfil de letalidade policial.
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