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abril 1, 2026
Ultraprocessados: estudo revela relação entre sobrecarga de mulheres na maternidade e consumo pelos filhos
O avanço do consumo de ultraprocessados, principalmente entre crianças, tem preocupado especialistas brasileiros em saúde pública nos últimos anos. Muito mais do que uma escolha individual, o consumo desses produtos relacionados a dezenas de doenças é influenciado por fatores sociais, culturais e econômicos que, muitas vezes, saem do controle das famílias brasileiras.

TL;DR
- A sobrecarga materna e a falta de apoio familiar são fatores cruciais que influenciam o consumo de ultraprocessados por crianças em centros urbanos brasileiros, segundo pesquisa do Unicef.
- Mães que dividem as tarefas de cuidado com o cônjuge apresentam menor consumo de ultraprocessados pelos filhos, indicando o impacto da rede de apoio.
- Vulnerabilidade econômica, como baixa renda e dependência de programas sociais, agrava a situação, com 20% das mães não tendo apoio para cuidar dos filhos.
- A praticidade, longevidade dos ultraprocessados e o medo de desperdício de alimentos in natura levam as mães a optarem por esses produtos.
- A pesquisa foi realizada em centros urbanos de Belém (PA), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).
- Sugere-se a ampliação do acesso à educação infantil em tempo integral como política de promoção da saúde e fortalecimento do cuidado familiar.
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