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abril 25, 2026

Robinson Crusoé e o nascimento do homem capitalista: como um romance de 1719 revela as bases do colonialismo moderno

247 – Publicado originalmente em 25 de abril de 1719, o romance Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, ultrapassou há muito tempo a condição de simples narrativa de aventura para se consolidar como uma das obras mais emblemáticas da formação do pensamento moderno ocidental. Por trás da história de um náufrago isolado em uma ilha deserta, o livro revela, segundo diversas correntes críticas, os fundamentos do capitalismo emergente e a mentalidade colonial que acompanhou a expansão europeia nos séculos seguintes.

Robinson Crusoé e o nascimento do homem capitalista: como um romance de 1719 revela as bases do colonialismo moderno

TL;DR

  • O romance Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, é interpretado como um retrato dos fundamentos do capitalismo emergente e da mentalidade colonial.
  • A ilha deserta serve como palco para a alegoria da construção do sujeito burguês, com Crusoé organizando o espaço, medindo o tempo e transformando a natureza em propriedade.
  • A obra antecipa a lógica de exploração de recursos naturais e a expansão colonial europeia, com a ilha sendo vista como um ativo econômico a ser dominado.
  • A relação de Crusoé com Sexta-Feira expõe a hierarquização entre culturas e a visão de mundo que legitimou a dominação colonial e a imposição cultural.
  • Robinson Crusoé revela a dimensão ideológica do indivíduo autossuficiente e a naturalização da propriedade privada, antecipando discursos econômicos e sociais contemporâneos.

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