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abril 25, 2026

O homem Cazarré

Decidi meter o dedo nesta polêmica envolvendo o ator Juliano Cazarré. Reconheço humildemente que ele tem por volta de 5 milhões de seguidores. Antigamente você dizia que a pessoa era respeitada, tinha uma imagem a defender, um papel decente na sociedade. Hoje você diz o número de seguidores como se fosse uma régua para medir a credibilidade de alguém. Mas enfim, são pessoas que o seguem e devem concordar com o que ele diz. Essa é a maneira de conectar as pessoas em torno de uma ideia sua ou copiada, que você defende.

O homem Cazarré

TL;DR

  • Juliano Cazarré defende a recuperação da figura masculina desamparada, o que a autora contesta, vendo homens violentos, arrogantes e misóginos.
  • A violência masculina, incluindo feminicídios, é ligada à perda de poder sobre o corpo e desejos femininos, não ao desamparo ou falta de fé.
  • O discurso de Cazarré justifica a violência física para restabelecer o comando familiar, ignorando as mudanças sociais e a evolução dos princípios cristãos.
  • Não base para a superioridade masculina ou para um papel de comando inerente, e as diferenças entre sexos deveriam unir, não hierarquizar.
  • O autor defende que os homens devem refletir sobre o poder, a violência, o acesso a armas e os mandamentos masculinos herdados, que contrariam o convívio harmonioso.
  • A autora associa o discurso de Cazarré à direita, vendo-o como um questionamento contra a evolução, modernidade e liberdade de escolha.
  • A reconstrução masculina atual não é de desamparo, mas de adaptação a um mundo novo e igualitário.

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