politics
abril 17, 2026
Opinião
Doutora em economia pela FGV, é consultora de impacto social e pesquisadora de políticas públicas, avaliação e desigualdades em educação.

TL;DR
- A privatização das escolas públicas é vista com preocupação devido ao objetivo de lucro das empresas privadas, que pode ser incompatível com a promoção de educação pública de qualidade para todos.
- As Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação básica brasileira envolvem a contratação de fornecedores privados para prover serviços escolares, como infraestrutura.
- Exemplos de PPPs focadas em infraestrutura ocorrem em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, diferindo de modelos mais abrangentes que incluem gestão pedagógica.
- Modelos como escolas charter (EUA) e sistemas de vouchers são outras formas de atuação privada na educação.
- Os resultados sobre a efetividade desses modelos são mistos, dependendo de contextos específicos e da capacidade estatal de monitoramento e regulação.
- PPPs de infraestrutura escolar apresentam indícios de sucesso, como redução no tempo de construção e liberação do tempo de gestores escolares para atividades pedagógicas.
- É fundamental que PPPs educacionais sejam precedidas por versões piloto e avaliações robustas, com transparência e fortes sistemas de monitoramento.
- A privatização da atividade-fim escolar (área pedagógica) é especialmente arriscada sem capacidade estatal de gestão e avaliação, podendo agravar desigualdades educacionais.
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