economy

março 31, 2026

Luiz Gonzaga Belluzzo: Incertezas monetárias

Economista e professor, consultor editorial de CartaCapital.

Luiz Gonzaga Belluzzo: Incertezas monetárias

TL;DR

  • A abertura financeira limita a política monetária de países com moeda não conversível.
  • Agentes locais antecipam cautela e possíveis elevações de juros devido a ameaças de turbulência externa.
  • A doutrina aceita que, em câmbio flutuante, queda de juros deve ser acompanhada de desvalorização da moeda.
  • No Brasil, redução de juros poderia impulsionar receita pública e melhorar trajetória do déficit nominal.
  • Relações entre juros e câmbio são complexas, influenciadas pela expectativa dos agentes sobre as relações de juros domésticos e internacionais (dólar).
  • Sistema internacional possui hierarquia de moedas, com o dólar sendo a moeda de reserva.
  • Maior mobilidade de capitais aumenta o risco de desvalorização abrupta de moedas de menor reputação em tempos de incerteza.
  • Autoridades monetárias de países com 'moeda fraca' podem precisar vender reservas ou elevar juros para estabilizar o câmbio.
  • O Banco Central teme que queda rápida de juros possa desvalorizar o real, gerando pressões inflacionárias e forçando nova alta de juros.
  • A abertura financeira não entregou os benefícios prometidos, resultando no aprisionamento da política monetária e restrições ao crescimento.

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