economy
março 31, 2026
Menos horas, mais valor
Professor de Economia da FGV-SP, foi economista, gestor de fundos e CEO em instituições do mercado financeiro. É autor, entre outros, de Brasil, uma Economia que Não Aprende

TL;DR
- Mudanças moderadas na jornada de trabalho raramente afetam significativamente o emprego ou o desemprego, com empresas se adaptando por meio de reorganização de escalas e contratos.
- Trabalhadores podem se beneficiar a curto prazo com aumento de renda devido a horas extras ou contratações pontuais, além de melhora na qualidade de vida.
- O principal problema da economia brasileira é o baixo valor agregado das atividades econômicas, concentradas em setores de menor sofisticação produtiva e tecnológica.
- Economias avançadas se destacam pela produção em setores intensivos em tecnologia e conhecimento, gerando maior valor por trabalhador.
- O Brasil tem perdido complexidade produtiva, com redução da indústria sofisticada e maior dependência de atividades de baixo valor agregado, explicando indicadores de produtividade inferiores.
- A métrica de produtividade (valor adicionado / trabalhadores) reflete a baixa geração de valor na economia, independentemente do esforço individual.
- O trabalhador brasileiro não é menos dedicado ou eficiente; a jornada média já é longa e o problema reside na qualidade econômica das atividades.
- Políticas de aumento de valor agregado (inovação, tecnologia, sofisticação produtiva) são cruciais para transformar o desempenho econômico, mais do que ajustes na jornada de trabalho.
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