economy
abril 2, 2026
Devoluções no e-commerce chegam a 30% e varejistas descobrem como transformar prejuízo em receita
Casas Bahia, Amazon, Walmart e Zara já estruturaram operações dedicadas a reaproveitar produtos devolvidos e recuperar valor que antes ia para o raso

TL;DR
- Cada devolução de produto comprado online pode custar até 30% do valor reembolsado ao consumidor, gerando bilhões em perdas anuais em logística reversa para varejistas.
- Empresas estão transformando devoluções em oportunidades, reparando, revendendo como recondicionados, devolvendo a fornecedores ou reciclando produtos.
- No Brasil, as taxas de devolução no e-commerce chegam a 30%, contra 8,89% no varejo físico.
- Casas Bahia recuperou R$ 200 milhões ao reaproveitar 93% dos itens devolvidos entre 2022 e 2025.
- Amazon processa cerca de 1,2 a 1,5 bilhão de devoluções anuais, com seu programa Amazon Renewed faturando mais de US$ 1 bilhão.
- Walmart criou mais de 100 centros regionais de logística reversa, aumentando a recuperação de valor em 30%.
- Zara lançou o programa Zara Pre-Owned para revenda, reparo e doação de peças usadas, integrando-as à economia circular.
- A logística reversa tornou-se uma forma direta de recuperar margem, especialmente com o aumento do custo de aquisição de clientes e margens encolhidas no e-commerce.
- A análise de dados ajuda a identificar padrões de devolução e agir preventivamente, enquanto sistemas automatizados agilizam a triagem e o retorno do produto ao mercado.
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