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Em alta, mercado de aluguel se prepara para novas regras da reforma tributária

A família de Malise Máximo administra oito imóveis de aluguel na zona leste de São Paulo, a maioria residencial de baixa renda e outra parte comercial, como um galpão de oficina e uma clínica. O patrimônio foi construído pelo sogro dela, imigrante português, num modelo comum de bairro: comércio embaixo, sobradinhos em cima.

Em alta, mercado de aluguel se prepara para novas regras da reforma tributária

TL;DR

  • O mercado de aluguel no Brasil cresceu 54% entre 2016 e 2025, representando quase um quarto dos domicílios.
  • A reforma tributária cria o IVA dual (CBS federal e IBS estadual/municipal) para substituir PIS, Cofins, ICMS e ISS.
  • A alíquota combinada de CBS e IBS deve ficar entre 26,5% e 28%, com incidência sobre a locação.
  • Pessoas físicas serão contribuintes se tiverem mais de três imóveis alugados e receita anual acima de R$ 240 mil.
  • A alíquota efetiva de imposto sobre aluguel foi reduzida em 70%, caindo para cerca de 8%, devido à ausência de cadeia de crédito.
  • redutor social de R$ 600 para aluguéis residenciais e aluguéis de temporada pagam como hotel, com redução menor.
  • Empresas que alugam imóveis são contribuintes desde o início, sem piso de imóveis ou receita.
  • A carga tributária total projetada para 2033 pode ser de 35,9% para pessoa física contra 16,1% para empresas.
  • O repasse do aumento de imposto ao inquilino dependerá das cláusulas contratuais e pode haver reajustes maiores por parte dos proprietários.
  • A incerteza sobre as regras e a estabilização das mesmas pode afastar investidores.