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abril 20, 2026

Faccionalização do Brasil é chocante e resulta de escolhas políticas, diz pesquisador americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou no fim de março uma nova lei voltada a combater o que chama de domínio social estruturado, com penas que podem chegar a 40 anos. Foi o desfecho de uma discussão que mobilizou o Congresso no ano passado em torno de medidas de combate ao controle territorial por facções criminosas e milícias. Pesquisa do Datafolha mostrou que essa é uma realidade para ao menos 28,5 milhões de brasileiros, que convivem com a atividade rotineira dos grupos em sua vizinhança.

Faccionalização do Brasil é chocante e resulta de escolhas políticas, diz pesquisador americano

TL;DR

  • A nova lei antifacção sancionada no Brasil pode ser ineficaz se não for acompanhada por uma ocupação estatal dos territórios controlados por facções.
  • O pesquisador Benjamin Lessing afirma que as políticas de combate ao crime no Brasil nas últimas décadas, paradoxalmente, ajudaram facções como CV e PCC a crescerem e se espalharem.
  • A 'governança criminal' exercida por facções em prisões e periferias fornece ordem social e protege lucros, criando uma simbiose com o Estado.
  • Estratégias eficazes de combate ao crime envolvem 'repressão condicional', onde a punição é ameaçada caso as gangues não mantenham a ordem, como visto em Medellín.
  • O reconhecimento do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA é considerado um erro por especialistas, pois dificultaria investigações policiais e financeiras cruciais.
  • Ação militar unilateral dos EUA no Brasil é considerada irrealista devido à soberania, instituições robustas e poder bilateral do país.

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