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abril 17, 2026
Vorcaro usou festas de luxo para capturar a cúpula da República
Segundo relatório à CPI do Crime Organizado, foram mais de 300 festas e eventos luxuosos, com gastos milionários custeados por Vorcaro.

TL;DR
- O relatório da CPI do Crime Organizado, rejeitado por seis votos a quatro, descreve um esquema de infiltração nas instituições brasileiras.
- O banqueiro Daniel Vorcaro é acusado de montar um "arsenal de instrumentos de cooptação" através de festas privadas e eventos de luxo.
- Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que as festas eram vistas como um "encontro de negócios" por Vorcaro.
- Estima-se que Vorcaro tenha organizado cerca de 300 eventos, com gastos de US$ 11,5 milhões apenas em 2024 com eventos e mimos para autoridades.
- O relatório sugere que os recursos financiavam entretenimento e buscavam impunidade e favorecimento regulatório, com aumento substancial no triênio 2023-2025.
- Eventos em Trancoso, conhecidos como "Cine Trancoso", envolviam o recrutamento e transporte de mulheres estrangeiras e rigorosos protocolos de segurança para manter o sigilo.
- A investigação obteve 400 gigabytes de arquivos digitais de Vorcaro, incluindo registros de festas, imagens de passaportes de mulheres estrangeiras e vídeos íntimos.
- O relatório aponta indícios robustos de tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, com as mulheres servindo como "moeda de troca".
- O Fórum Jurídico de Lisboa ("Gilmarpalooza") é um dos episódios detalhados, com uma "agenda paralela" luxuosa custando US$ 1,6 milhão.
- Ministros do STF como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do PGR Paulo Gonet, foram mencionados no relatório com pedidos de indiciamento.
- O STF repudiou a inclusão dos ministros, classificando a menção como indevida e um potencial comprometimento de pilares democráticos.
- Gilmar Mendes pediu investigação contra o relator da CPI por possível abuso de autoridade e criticou o documento como uma tentativa de desviar o foco e inflar o debate político.
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